Das pessoas que foram e, já, não são.
22.10.06
18.10.06
13.10.06
Finge
“Finge. Esquece. Engana o desencanto.
Brinda por ti, hoje e por enquanto!”
(Xana)
Brinda por ti, hoje e por enquanto!”
(Xana)
Não. Aquela não seria a sexta feira 13, prevista no calendário até porque se tinha perdido o medo do escuro e dos papões não seria um mero dia no calendário a assustá-la. Andrea ergueria a cabeça da almofada, iria às aulas, vestiria a sua melhor roupa e prenderia as ondulações do cabelo em molas tão cor-de-rosa como a atitude espirituosa que se queria. Não ouviria as gargalhadas, nem mesmo os comentários jocosos e não se sentaria no sítio, à parte, como de costume (mais não fosse porque a isso tinha sido forçada!).
O dia passaria a correr e a noite, quando chegasse, seria coberta de sorrisos adocicados mas falsos como se queriam.
Amanhã é um novo dia e chegará tão rápido como este chegou e os outros tantos e cada momento que passa é uma nova chance para fingir tudo outra vez.
Finge hoje, amanhã e ontem.
Finge hoje, amanhã e ontem.
Dança e brinda às coisas que nunca foram e que não são.
Little Monsters sim, mas são os meus!
“In the playground children sing their songs and skin their knees play, little monsters, play
(…)
little monsters that rule the world you don't know what you're really saying stop before someone ends up getting hurt can't you see that we're only playing”
(Charlotte Gainsbourg)
(…)
little monsters that rule the world you don't know what you're really saying stop before someone ends up getting hurt can't you see that we're only playing”
(Charlotte Gainsbourg)
De vez em quando, quando as coisas nos fogem do controle e prevíamos o pior, é tão bom sentar-se a um canto, esperar e ver os novelos correrem e fruir a surpresa das malhas que se tricotam.
Obrigado, oh “little monsters”! E que venham mais semanas iguais a esta.
Obrigado, oh “little monsters”! E que venham mais semanas iguais a esta.
6.10.06
A Mancha Vermelha
Após tê-lo morto usando ambas as mãos, encostou-se àquela parede coberta de papel riscado de vermelho, aborrecida por ter sujo o novo vestido branco e, calmamente, mordiscou uma sumarenta maçã verde preocupada em saber se a lixívia com que lavaria o chão, estragaria a seda da vestimenta.
28.9.06
Pensar em grande
Isto a ver bem, até ao fim do ano, se a história se arrastar, muita cabeça vai rolar!
27.9.06
Quando eu for rei
E ao me chamar “menino”, com aquele tom de quem por algum motivo se julga superior a mim, pela centésima vez, dei o meu olhar mais feroz, saltei-lhe em cima e depois de a ter esmurrado até ver vermelho a sujar as carpetes brancas, gritei:
“Off with her head!”
O homicídio nunca fora tão doce ali ou em lugar algum.
O homicídio nunca fora tão doce ali ou em lugar algum.
24.9.06
À espera
“Damos festas, abandonamos as nossas famílias para vivermos sós no Canadá, batalhamos para escrever livros que não mudam o mundo apesar das nossas dádivas e dos nossos imensos esforços, das nossas absurdas esperanças. Vivemos as nossas vidas, fazemos seja o que for que fazemos e depois dormimos: é tão simples e tão normal como isso. Alguns atiram-se de janelas, ou afogam-se, ou tomam comprimidos; um número maior morre por acidente, e a maioria, a imensa maioria é lentamente devorada por alguma doença ou, com muita sorte, pelo próprio tempo. Há apenas uma consolação: uma hora aqui ou ali em que as nossas vidas parecem, contra todas as probabilidades e expectativas, abrir-se de repente e dar-nos tudo quanto jamais imaginámos, embora todos, excepto as crianças (e talvez até elas), saibamos que a estas horas se seguirão inevitavelmente outras, muito mais negras e mais difíceis. Mesmo assim, adoramos a cidade, a manhã, mesmo assim desejamos, acima de tudo, mais.”
Michael Cunningham, in “As Horas”
Depois das histórias contadas, os rostos tornam-se de outros – o meu e o teu. Não sei bem se a nós deixam de pertencer, mas pelo menos às pessoas que fomos. Nessa cama fica o vazio do meu corpo e em mim a ausência do teu cheiro. Os restos de nós que já não são.
Vais por aí e eu por aqui. Escreves um novo capítulo no teu livro e eu continuo com o desenho anterior.
Vais por aí e eu por aqui. Escreves um novo capítulo no teu livro e eu continuo com o desenho anterior.
Naquele caderno de couro avermelhado, esboço-nos um final alternativo.
Fechas a porta. Vou esquecer que, às vezes, isto também faz doer.
Hoje finjo que não vou retroceder e digo-te adeus.
Volto à casa antiga se disseres o meu nome, baixinho. Bai-xi-nho e soletrando-o dentro da minha boca, enquanto encostas o teu corpo ao meu.
Chama-me se quiseres. Eu espero, mas fingirei não estar.
Chama-me antes que parta outra vez, para lugar onde não mais se espera o que já não volta.
Fechas a porta. Vou esquecer que, às vezes, isto também faz doer.
Hoje finjo que não vou retroceder e digo-te adeus.
Volto à casa antiga se disseres o meu nome, baixinho. Bai-xi-nho e soletrando-o dentro da minha boca, enquanto encostas o teu corpo ao meu.
Chama-me se quiseres. Eu espero, mas fingirei não estar.
Chama-me antes que parta outra vez, para lugar onde não mais se espera o que já não volta.
21.9.06
Bonecas Russas
Naquele filme, que vira numa tarde tórrida de Verão enquanto as massas faziam praia, em que Xavier comparava o jogo do amor e da sedução às Matryoshkas, tudo parecia ter-lhe sido esclarecido. A uma boneca russa seguir-se-ia uma e uma outra, e cada uma das vezes, indagar-se-ia se era aquela a última… ou “the one” como dizem no cinema. Cada uma das vezes, tentaria abri-la... não fosse estar uma, mais pequenina e perfeita, escondida lá dentro.
Gostara daquela imagem, tanto como do beijo dourado de Klimt que o fascinava ainda como naquela primeira vez que o tinha visto num livro de Filosofia. Guardara-a como se acautelam os segredos ou lábios roubados. Fizera dela lema e truísmo, até ao dia em que o ontem lhe bateu à porta e ocupou-lhe o hoje e o amanhã. Nunca contou que uma das bonecas, deixadas para trás (pensava ele) lhe despertasse o desejo antigo de desvendar, abrir e possuir.
Gostara daquela imagem, tanto como do beijo dourado de Klimt que o fascinava ainda como naquela primeira vez que o tinha visto num livro de Filosofia. Guardara-a como se acautelam os segredos ou lábios roubados. Fizera dela lema e truísmo, até ao dia em que o ontem lhe bateu à porta e ocupou-lhe o hoje e o amanhã. Nunca contou que uma das bonecas, deixadas para trás (pensava ele) lhe despertasse o desejo antigo de desvendar, abrir e possuir.
“I already had let you go”
20.9.06
A Festa
I think she's the saddest girl to ever to hold a martini.
A noite caíra e trouxera as gentes de todos os sítios, com as suas gargalhadas estridentes e conversas de ocasião para aquela festa. As prendas amontoavam-se ao pé da cadeira Hepplewhite.
Juliana sorvia, golo após golo, aquele que lhe parecia ser o martini mais interminável e fitava o casal a falar. Olhou-os enquanto trocavam os sorrisos e palavras embaraçadas de quem acabara de se conhecer. Ela que usava o decotado vestido vermelho comprado uma semana antes a pensar na ocasião - o aniversário dele - e calçava sapatos às tiras. Sentiu-se mais nua do que nunca. Mais nua do que tinha estado na véspera quando lhe levara canja de galinha para curar a gripe de ambos. Mais despida do que quando correra para o mar, naquela noite, após as mensagens de telemóvel dele. Mais descoberta do que quando tomara duche aquele Domingo tardio, antes de voltar para casa.
De olhos postos nos dois, mordiscava os lábios enquanto soltava dois grandes prantos silenciosos. Apenas dois!
Àquele copo de martini seguir-se-ia outro, e outro e mais outro ainda… Até perder conta de quantos copos tinha tomado. Dançaria o resto da noite com cada um dos olhares que coleccionara, tendo-os aos dois sempre em mente. Eles que, entretanto, haviam desaparecido, por entre as caras menos e mais familiares, para o carro dele.
Adormeceria num canto qualquer a lamber as feridas que não estavam à vista, mas por baixo da carne, enquanto sonhava com corpos incandescendo ao nascer do sol.
19.9.06
The Best Friend u Can Ever Have
Antes de mais devo dizer que tenho o prazer de chamar a esta grande senhora, de AMIGA.
Não daquelas que só se lembram de nós quando fazemos anos… Não das que só telefonam para as saídas de Sábado à noite… também não das que temos o “prazer” de ver num café mensal ou quando terceiros fazem anos. Não é, tão pouco, daquelas de quem perdermos (ou perderemos contacto).
Sofia Isabel é um daqueles raros achados que já não mais se largam. É daqueles tesouros que se trazem cá dentro sempre no lado esquerdo a caminhar para o meio a pulsar e a bater. E porque tentar definir o indefinível que é esta fabulosa mulher passará sempre por eufemismos da minha parte…
Não daquelas que só se lembram de nós quando fazemos anos… Não das que só telefonam para as saídas de Sábado à noite… também não das que temos o “prazer” de ver num café mensal ou quando terceiros fazem anos. Não é, tão pouco, daquelas de quem perdermos (ou perderemos contacto).
Sofia Isabel é um daqueles raros achados que já não mais se largam. É daqueles tesouros que se trazem cá dentro sempre no lado esquerdo a caminhar para o meio a pulsar e a bater. E porque tentar definir o indefinível que é esta fabulosa mulher passará sempre por eufemismos da minha parte…
"There ain't nothing no girl so sweet
Took her from heaven and gave her to me"
(PJ Harvey)
“You're already in there
(PJ Harvey)
“You're already in there
I'll be wearing your tattoo
You're already in there”
(Tori Amos)
“You lye, eyes closed,
(Tori Amos)
“You lye, eyes closed,
nothing left unseen could ever do us harmI
stand, so close, enough to see your dreams
in the beauty of you”
(Coldfinger)
“All my world in one grain of sand”
(Alison Goldfrapp)
(Coldfinger)
“All my world in one grain of sand”
(Alison Goldfrapp)
PS: Parabéns Bebé! Luv Ya
15.9.06
Apagando estrelas
Porque se cansara de alojar aquele sol imenso e tinha deixado de acreditar em estrelas que não se extinguiam de tanto brilhar, viajou ao Pólo Norte num barquinho de papel e comeu icebergues até cair para o lado. Afinal se o Verão começava a chegar ao fim para os outros, para si não podia ser diferente.
Sim... até as estrelas se extinguem!
14.9.06
A viagem de Alice

Cansada de esperas e de “se’s”, Alice arrumou os novelos que ainda corriam pela casa entre as brincadeiras do gato cinzento que por ali, com ela, habitava, no baú velho que herdara da avó materna. A avó, em tempos, prevenira a neta para o destino dos que passavam os dias de olhos postos no horizonte… Mas Alice, já senhora de seu pequeno mas pontiagudo nariz fazia tranças nos cabelos de Maria Maçã, a boneca de cabelos ruivos, e ria… ria muito alto daqueles monólogos confusos. Porque passaria alguém os seus dias a fitar um mar cujo princípio e o fim nem se viam?
Agora, ao olhar para trás, Alice não se conseguia recordar de uma única vez em que a avó, uma mulher de grandes e ternos olhos azuis e pele enrugada como papel, tivesse abandonado aquela casa de tom rosado que viria a habitar.
Durante muito tempo culpara, a avó e as suas histórias, do rumo que a sua vida tinha tomado, mas deixaria de acreditar em linhas traçadas na palma da mão ou em contos de mulheres que tinham começado a vestir o preto como armadura à espera de algo que não viria.
Era aquele o momento decisivo. Aquele ali e agora. Sim… ali! Na casa com vista para o mar que albergara o sal das outras antes dela.
Nas últimas semanas havia ansiado por um bilhete para lugar nenhum, longe das pontes e das pessoas conhecidas. Ao contrário daqueles jogos que a divertiam em adolescente, em que os castigos eram sempre mais doces que a confissão, este não era, agora, o caso. Chegava de se castigar… afinal nem fizera nada de especial. Sim… chegara daquele sentimento de culpa que lhe percorria o sangue como uma doença.
Deixaria tudo para trás de forma a poder começar de novo. Olharia uma última vez para a casa à qual, jamais, voltaria. A acompanhá-la não iria sequer a velha boneca. Tomaria uma estrada diferente e nunca atravessada algures, à esquerda do meio de um mapa por traçar.
Afinal, para Alice, aquilo já era um começo.
Agora, ao olhar para trás, Alice não se conseguia recordar de uma única vez em que a avó, uma mulher de grandes e ternos olhos azuis e pele enrugada como papel, tivesse abandonado aquela casa de tom rosado que viria a habitar.
Durante muito tempo culpara, a avó e as suas histórias, do rumo que a sua vida tinha tomado, mas deixaria de acreditar em linhas traçadas na palma da mão ou em contos de mulheres que tinham começado a vestir o preto como armadura à espera de algo que não viria.
Era aquele o momento decisivo. Aquele ali e agora. Sim… ali! Na casa com vista para o mar que albergara o sal das outras antes dela.
Nas últimas semanas havia ansiado por um bilhete para lugar nenhum, longe das pontes e das pessoas conhecidas. Ao contrário daqueles jogos que a divertiam em adolescente, em que os castigos eram sempre mais doces que a confissão, este não era, agora, o caso. Chegava de se castigar… afinal nem fizera nada de especial. Sim… chegara daquele sentimento de culpa que lhe percorria o sangue como uma doença.
Deixaria tudo para trás de forma a poder começar de novo. Olharia uma última vez para a casa à qual, jamais, voltaria. A acompanhá-la não iria sequer a velha boneca. Tomaria uma estrada diferente e nunca atravessada algures, à esquerda do meio de um mapa por traçar.
Afinal, para Alice, aquilo já era um começo.
8.9.06
Porque eu falo por enigmas (or so they say!)
- Pensei que só não percebia o que pintavas (não que não goste!). Mas também não percebo nada do que escreves no teu blog… aquilo é para alguém perceber? Nem percebo aquele título os novelos não sei quê…
- … também contam histórias! A mim contam… A ti não?
LOL Deixo desde já, aqui, humilde pedido de desculpas às minhas professoras de português – Rita, Clotilde, Fernanda, Ana, Inês: aparentemente enganei-vos!
Adaptando, então, o que me segreda, ao ouvido, Fiona Maçã (leia-se a grande senhora Apple): “I’ve been a bad bad boy!”
- … também contam histórias! A mim contam… A ti não?
LOL Deixo desde já, aqui, humilde pedido de desculpas às minhas professoras de português – Rita, Clotilde, Fernanda, Ana, Inês: aparentemente enganei-vos!
Adaptando, então, o que me segreda, ao ouvido, Fiona Maçã (leia-se a grande senhora Apple): “I’ve been a bad bad boy!”
7.9.06
Pêssego e Açafrão
Lembrava-se de ter lido, há anos, um texto qualquer sobre cheiros e a memória, e como ambos estavam tão ligados como as unhas e a carne.
O texto, encontrado num livro esquecido no sótão, falava sobre um canguru. Este encontrava-se intrigadíssimo com um odor que lhe era familiar, nunca percebendo de onde viria. Tendo percorrido o Mundo inteiro e caído de cansaço reparou que o cheiro vinha dele mesmo, da sua bolsa.
Mais recentemente, ao visitar um blog que lhe é querido, deu com a autora (que brilhantemente escreve) a descrever o cheiro de broas quente com manteiga acabadas de sair do forno da avó.
Nesse dia, recordou um encontro envergonhado no vão de escada e a conversa improvável que se seguira.
- Olá andorinha!
- Como sabias que era eu?
- Cheirei-te quando vinhas no andar de baixo.
- Cheiraste-me? E a que cheiro eu?
- A andorinha!
- Já cheiraste uma andorinha?
- Não, mas calculo que cheirem a pêssegos frescos e a especiarias de longe, embaladas pelo vento.
- Ah… Cheiro a pêssegos frescos!
- Claro que não! Mas pêssegos são doces e macios...
- Então e as especiarias? É o meu ar exótico?
- Tu não tens um ar exótico… Mas, novamente, disse-o porque achei que ficava bem. Seja como for não sei descrever-te a que cheiras! Sei que vicia como chocolate. Sei que pede aproximação. Sei que se liberta e infesta o ar por onde passaste. Sei que o farejo, ao longe, como fazem os cães e o levo comigo para todo o lado onde vá, entranhado na roupa, como naquela noite em que te encostaste a mim e nem com água a ferver te consegui afastar.
(silêncio)
- Então adeus, oh andorinha!
- Então adeus, oh voador.
Sorrira para dentro, mas bem para dentro para não dar a perceber. Seguir-se-iam um “olá”, rápido e fugidio como água nas mãos, e semanas a temer um mero vão de escada.
Mais recentemente, ao visitar um blog que lhe é querido, deu com a autora (que brilhantemente escreve) a descrever o cheiro de broas quente com manteiga acabadas de sair do forno da avó.
Nesse dia, recordou um encontro envergonhado no vão de escada e a conversa improvável que se seguira.
- Olá andorinha!
- Como sabias que era eu?
- Cheirei-te quando vinhas no andar de baixo.
- Cheiraste-me? E a que cheiro eu?
- A andorinha!
- Já cheiraste uma andorinha?
- Não, mas calculo que cheirem a pêssegos frescos e a especiarias de longe, embaladas pelo vento.
- Ah… Cheiro a pêssegos frescos!
- Claro que não! Mas pêssegos são doces e macios...
- Então e as especiarias? É o meu ar exótico?
- Tu não tens um ar exótico… Mas, novamente, disse-o porque achei que ficava bem. Seja como for não sei descrever-te a que cheiras! Sei que vicia como chocolate. Sei que pede aproximação. Sei que se liberta e infesta o ar por onde passaste. Sei que o farejo, ao longe, como fazem os cães e o levo comigo para todo o lado onde vá, entranhado na roupa, como naquela noite em que te encostaste a mim e nem com água a ferver te consegui afastar.
(silêncio)
- Então adeus, oh andorinha!
- Então adeus, oh voador.
Sorrira para dentro, mas bem para dentro para não dar a perceber. Seguir-se-iam um “olá”, rápido e fugidio como água nas mãos, e semanas a temer um mero vão de escada.
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