É tempo das cerejas (albinas ou não). Já m'as podes atirar à janela.
17.6.09
15.6.09
Madalena em contrição
O xaile negro, que pusera, dava-lhe um ar semi-instantâneo de falsa beata. Além disso tapava-lhe o decote arrendado a rouge.
Madalena, de seu nome, dirigia-se com o seu melhor ar de arrependida - ensaiara-o, frente ao espelho, enquanto colocava ganchos nos caracóis e arrefecia a carne - ao confessionário da igreja que ficava a caminho do trabalho. Ao olhar de soslaio o chão do falso habitáculo, não conseguiu evitar deliciar-se precocemente com o que se adivinhava sob os joelhos, anunciando a vontade sequiosa de voltar a pecar noutro chão, o da esquina do costume.
12.6.09
À sombra, o azul dos olhos fica cinza
8.6.09
3657 dias depois
6.6.09
Under the Pink
Sentiu germinarem das entranhas, fixando raízes e movendo-se lentamente sob as pregas da carne e o rosado das dermes. Mordeu os lábios. Os seus.
Aquelas não eram as orquídeas de seu avô, pensou.












