31.7.09

From Neverland to the Netherlands

Vou ali e já venho.

23.7.09

Canta-me

histórias

(banda sonora: discografia completa dos Stars, Florence + the machine, Friendly Fires, Ladyhawke, La Roux, Uh Huh Her, Bat for Lashes, Asobi Seksu, Au Revoir Simone, The Mary Onettes.)

22.7.09

When I rain

I pour

20.7.09

cranberry skies

(parafraseando H.)

19.7.09

My Delerium


(or the l in the g)

15.7.09

O alfinete da avó


"o alfinete da avó". técnica mista sobre tela. 2009

Modo de usar: os alfinetes, metálicos ou não, querem-se à flor da pele ou sobre aquele azul.

Projecto Flor

Inaugura hoje, pelas 19 horas, na Biblioteca de Câmara de Lobos, a exposição de pintura "Projecto Flor", seguida de leilão, revertendo a favor do Centro da Mãe.
Promovido pela Casa da Cultura de Câmara de Lobos - coordenação Paulo Sérgio Beju

9.7.09

my wicked tongue II

quando as histórias são, já, em demasia, os novelos multiplicam-se e a língua afia-se - como aliás se quer - e nela vislumbram-se flores naquele azul.

7.7.09

O dia

em que a andorinha comeu a raposa-vermelha.

2.7.09

E semeou silêncios por onde passou






(
(

29.6.09

escorreu a chuva e secou. escorreram as flores e a memória delas, feita sombra desenhada. escorreu tudo pela parede irregular do recipiente. não conseguiu apanhar nada.

26.6.09

"Outra"

(pormenor de "talvez fale contigo, amanhã". Técnica mista sobre tela. 2003)

Não é o chão que se move, mas a roupa que se faz líquida e se entorna - boa desculpa. Também não adianta soletrar F-R-A-g-I-L na caixa quando é deixada aberta aos olhares curiosos.
Ouvi dizer que os corvos, com a alvura que não têm, colectam brilhos em seus ninhos. E ao contrário da minha simpatia, não parece ser um mito urbano.

Conta-lhe outra

(pormenores de "talvez fale contigo, amanhã". Técnica mista sobre madeira. 2004)

24.6.09

went out and got myself an elf haircut.

18.6.09

Or so They say

(Pormenor de "Catarina nunca chorou mas descascava cebolas com alguma frequência". Técnica mista sobre madeira. 2004)

Retirou todas as camadas de casca de cebola até obter uma pequena porta em madeira. Ao abri-la ouviu as palavras alheias escavarem-lhe a carne que habitualmente vendia, a troco de meia dúzia de cruzados de prata.

17.6.09

Aquele azul

Deixou a língua desenhar o recortado da ramagem, emprestada pela luz, sobre o azul do veludo.

O que aí vem, depois das cerejas

É tempo das cerejas (albinas ou não). Já m'as podes atirar à janela.

15.6.09

Madalena em contrição

(Um dos painéis do políptico "Todos os caminhos vão dar a Catarina". Técnica Mista sobre Madeira. 2004)

O xaile negro, que pusera, dava-lhe um ar semi-instantâneo de falsa beata. Além disso tapava-lhe o decote arrendado a rouge.

Madalena, de seu nome, dirigia-se com o seu melhor ar de arrependida - ensaiara-o, frente ao espelho, enquanto colocava ganchos nos caracóis e arrefecia a carne - ao confessionário da igreja que ficava a caminho do trabalho. Ao olhar de soslaio o chão do falso habitáculo, não conseguiu evitar deliciar-se precocemente com o que se adivinhava sob os joelhos, anunciando a vontade sequiosa de voltar a pecar noutro chão, o da esquina do costume.


12.6.09

À sombra, o azul dos olhos fica cinza


É luz (ou a ausência que ela deixa) que faz o desenho como nos trabalho da Lourdes
Há a perversão do alfinete que se finge ser do peito, de uma qualquer avó, emprestada para o propósito.
Está, a tela do avesso, para se assemelhar à pele.
É retocada com aquele azul, a tatuagem.