6.6.09

Under the Pink




Sentiu germinarem das entranhas, fixando raízes e movendo-se lentamente sob as pregas da carne e o rosado das dermes. Mordeu os lábios. Os seus.


Aquelas não eram as orquídeas de seu avô, pensou.



5 comentários:

Isa disse...

E provávelmente não eram mesmo!

Le Inrockuptible disse...

brotaram talvez pela força
ou por magia
de um corpo em revelo de audácia
refeito outrora superfície,
numa enxertia de curvas lentas viscerais
e zonas interditas

a pele consente
sempre um pouco mais
de histórias rosa-carne
sob as pálpebras,
onde orquídeas sonham
outros ornatos ancestrais.


(um dia escreverei um livro com dedicatória às tuas ficções)

Artelam disse...

Os lábios mordem e o coração sente...
As raízes soltam-se do coração e fixam-se nos lábios que mordem ou beijam...

Pedro_Berenguer disse...

Isa: E não eram...

InRockuptible: Gostei! OBRIGADO :D

Artelam: É verdade. Mas às vezes mordem-se lábios para que deles não saia nada.

Isa disse...

É o que estou a fazer neste momento para não dizer a alguém(P...) tudo o que me apetece!